Sobrava apenas leve
sopro
Do que foi impiedosa
ventania.
Árvores tortas,
Vítimas do vento.
Não visto,
Não tocado,
Apenas sentido.
Corpos desmembrados,
Carros capotados,
Parques infantis
destruídos,
Crianças atravessadas
por enferrujados ferros de brinquedos.
Rios de lágrimas
secadas pelo invisível.
Frequente dor nos ossos
do frio que ultrapassa a pele.
Uivo fantasmagórico do
vento entre destroços.
Terra vermelha
revirada.
A garota sentada no
tronco tombado da um dia frondosa Árvore.
O vestido, antes
amarelo,
Agora com sujeira
vermelha e azul
Misturadas
Deixando manchas roxas,
Que jamais poderiam ser
removidas.
Lágrima escorre dos
olhos azuis,
Criando trilha branca
na pele suja.
Escorrega pela boca
crispada,
Lábios cortados.
A gota se ramifica.
Passa pelo queixo e cai
na mão da garota,
Escorre através de seus
dedos,
Encontrando a rosa
vermelha amassada na mão fechada.
A gota morre escorrendo
pela flor.
Lucas
Wagner Alves Ribeiro Nunes
Goiânia,
14/12/2015
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